Quem assiste às cenas dos tiroteios recentes, não consegue acreditar que isto é Rio de Janeiro.
Conde de Bonfim deserta, policia para todos os lados, carros parando ou dando meia volta. Viver no Rio é isso. É correr risco. E sair de casa e ser surpreendido sem saber o que fazer, sem saber para onde ir e que caminho tomar. É chegar na sua sala e ver uma bala cravada na sua parede. É ter que dormir no corredor, no chão.
Isto é Rio de Janeiro. Isto é o que 1.020 favelas proporcionam aos cariocas, isto é o troféu que o Estado levanta, dizendo que combate o crime com inteligência.
Pra mim é muito simples. o Estado entra, prende, mata se tiver que matar e ocupa. Porque se sair, os traficantes entram novamente. E é assim que tem acontecido SEMPRE.
Traficantes guerrilham. No meio desta guerra, predios, familias, inocentes, os próprios moradores das favelas e a sensação de medo. Tiros que interrompem o seu sono merecido, tornam uma noite normal em uma situação tensa, simplesmente por ouvir os estampidos que por horas acordam a região. Sei lá, vai ver é assim em todo o Brasil ou no mundo. Ouvir tiro é algo tão comum. Como podemos achar isso comum?
Antigamente ficávamos impressionados com a Guerra o Iraque, tiros, mísseis e o traçantes cortando o ceu naquela imagem noturna esverdeada. Hoje, assistimos e ouvimos de casa. Por sorte ainda não vemos o mísseis.
Os morros se revezam nesta tarefa de acordar os moradores dos bairros. O Estado, nada faz. A PM diz que nem ouve o Baile Funk! Apenas tenta apartar a "briguinha" de irmãos, assim como nosso pai fazia quando éramos pequenos. Nestes morros, o trafico é grande e dezenas de traficantes ali tomam conta, armados até os dentes. Mas ninguem faz nada. É errado, mas o Estado se poupa. Mas quando eles brigam, somente assim, o Estado aparece para fazer o teatro do dia a dia e depois é nos dada a noticia de aparente tranquilidade!
Como assim? Tranquilidade só porque não ouço tiro? Se eu morasse no pé do maior vulcão em atividade do mundo ficaria bem porque o Vulcão aparentemente está tranquilo? E o que tem lá dentro prestes a explodir a qualquer momento? Pois é. Vivemos nesta "tranquilidade", sabendo que dezenas de traficantes nos rodeiam e nos vigiam.
A policia recentemente invadiu o Borél e capturou o Robocop. Poucos dias atras, prendeu mais de 15 ligados ao trafico do morro. Já que invadiram e prenderam os responsaveis, porque não ocupam de vez? O Macacos também foi ocupado pelos problemas recentes. Assim como o morro de São João... Mas não, prenderam um e foram embora. No mesmo dia o "cargo" já estava ocupado e assim vamos perpetuando esta rotina trágica.
Quando tudo se acalma, a PM vai embora e o morro fica pronto para receber novos traficantes ou o retorno dos mesmos...e nada muda.. A região fica a espera do novo confronto, dos crimes, dos assassinatos...
Até agora o Governo só se preocupou com o Dona Marta. Madona, eventos esportivos, mídia. O resto das UPPs foi teatro. Mas a Grande Tijuca, nem passa pelos planos da Prefeitura e Estado.
Mas com certeza não esquecerão de enviar o carnê do IPTU corrigido.. Isso eles nunca esquecem.
É lamentável.